ENCONTRO ESTADUAL DOS TECNICOS AGRICOLAS DO ESTADO DO MARANHÃO

ENCONTRO ESTADUAL DOS TECNICOS AGRICOLAS DO ESTADO DO MARANHÃO
CONSCIENTIZAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL

segunda-feira, 4 de abril de 2011


A Terra
um organismo vivo

Já parou para pensar que a Terra é um imenso organismo vivo? O solo forma o corpo; a atmosfera, os seus pulmões; os rios e mares, as suas artérias; os seres vivos (plantas e animais, incluindo os seres humanos), os seus sistemas de funcionamento em consonância nos ecossistemas. Essa é a idéia chave da visão sistêmica, que reconhece as redes como padrão básico de organização de todos os sistemas vivos. Os organismos são formados por redes de células. Da mesma forma, as pessoas se organizam em comunidades e tecem suas redes de relações e de comunicação, formando a “teia da vida”, como chama o físico austríaco Fritjof Capra, que tem como principal característica a sua capacidade de auto-regeneração. 

Os Ecossistemas - nos quais interagem milhões de organismos para manter o equilíbrio entre plantas e animais nas selvas, no mar ou nas serras - são ameaçados e a cada dia desaparecem espécies para sempre da Terra. E o clima - sistema maior que mantém as condições para a vida se desenvolver neste planeta - está cada vez mais desequilibrado, dando sinais de alerta com enchentes e secas. Será que ainda tem volta?


Está nas mãos de cada
um de nós a tarefa de cuidar
do nosso planeta, da
nossa casa, da nossa família,
dos nossos amigos e
colegas e do nosso corpo,
para que a vida se regenere,
se perpetue e seja desfrutada
por nossos filhos,
netos e bisnetos... Temos
que, simplesmente, assumir
nossas tarefas dentro da “teia
da vida”, contribuindo para o 
               equilíbrio desses sistemas. 

domingo, 3 de abril de 2011

Alimentar o mundo com agricultura sustentável




Em janeiro, Sua Alteza Real, o Príncipe Charles, patrocinou uma entrevista coletiva da imprensa no Palácio de St. James, para endossar uma nova pesquisa, mostrando um sistema agrícola revolucionário que pode ser a solução para alimentar 800 milhões
de pessoas que estão passando fome nos países subdesenvolvidos.
 
Argumentos a favor da agricultura de alta tecnologia são progressivamente aceitos sem questionamentos e as possíveis conseqüências a longo prazo - para o meio ambiente e a economia - não estão recebendo atenção suficiente, afirmou o Príncipe. Um dos argumentos mais comuns, apresentados por aqueles que estão a favor dos transgênicos, é que são necessários para alimentar o mundo. Onde, porém, as pessoas estão passando fome, a falta de alimento é raramente a causa subjacente. Há necessidade de criar meios de vida sustentáveis. Precisamos optar por uma abordagem mais equilibrada. A agricultura sustentável mostra o que pode ser alcançado.
A pesquisa feita pelo Professor Jules Pretty e seus colegas na Universidade de Essex, financiada pelo Departamento de Desenvolvimento Internacional, Greenpeace e Pão Para o Mundo, coletou dados de mais de 200 projetos em 52 países cultivando alimentos em mais de 29,8 milhões de hectares e encontrou resultados surpreendentes.
"Fomos verificar se sitiantes conseguem melhorar a produção de alimentos com tecnologias de baixo custo e investimentos localmente disponíveis; se conseguem fazer isso sem causar danos ambientais adicionais", disse o prof. Pretty. "Descobrimos que, em 4,42 milhões de pequenas lavouras praticando agricultura sustentável em 3,58 milhões de hectares, a produção média de alimentos por domicílio aumentou 73%. Para os 146.000 proprietários em 542.000 hectares - cultivando colheitas como batata e mandioca - o aumento foi de 150% e, em sítios maiores, a produção total aumentou 46%".

"A agricultura sustentável cresceu na última década do domínio de alguns entusiastas para um vasto movimento, abrangendo governos e o setor privado", disse o prof. Pretty. "Ela é barata, usa tecnologia localmente disponível e freqüentemente melhora o meio ambiente. Acima de tudo, ajuda as pessoas que precisam dela - lavradores e suas famílias - que constituem a maioria das pessoas famintas do mundo."

Uma agricultura mais sustentável precisa fazer o melhor uso de bens e recursos naturais como insumos funcionais. Ela faz isto integrando processos naturais e regenerativos como a rotação de culturas, a fixação de nitrogênio, a regeneração do solo e a introdução de inimigos naturais dos predadores no processo de produção de alimentos. Ela minimiza o uso de pesticidas e fertilizantes que prejudicam o meio ambiente, a saúde dos lavradores e dos consumidores, além de serem caros. A nova técnica, amplamente difundida, é o cultivo sem arar a terra. Na Argentina, um terço das roças nunca vêem um arado.

A agricultura sustentável produz, ao mesmo tempo, alimentos e outros bens para as famílias no campo, melhora sua autoconfiança e faz uso produtivo do capital social — permitindo que as pessoas trabalhem juntas para resolver problemas comuns, como predadores, bacias hidrográficas, irrigação e proteção contra alagamentos, condições da paisagem, gerenciamento florestal e de créditos.

O mundo está criando uma economia de bolha alimentar baseada no uso insustentável da água

 Dia 5 de junho, a ONU comemora o Dia Internacional da Água.

Água: 2 bilhões de pessoas estão morrendo por ela".


À medida que a demanda hídrica triplicou durante o último meio século, suplantou a produção sustentável de aqüíferos em dezenas de países, provocando a queda de lençóis freáticos. Na verdade, os governos estão atendendo à demanda crescente de alimentos com a extração excessiva de água subterrânea, uma ação que, praticamente, garante a queda de produção de alimentos quando o aqüífero estiver exaurido. Conscientemente ou não, os governos estão criando uma economia de “bolha alimentar.”


À medida que o consumo de água aumenta, o mundo se expõe a um gigantesco déficit hídrico em grande parte invisível, historicamente recente, que cresce aceleradamente. Uma vez que a iminente catástrofe hídrica se traduz na queda de lençóis freáticos, não é visível. O declínio dos lençóis freáticos, freqüentemente, só é descoberto quando os poços secam.

Rumos da ciência

                                                                               Thomas Edison disse:

"Enquanto os cientistas não souberem fabricar uma plantinha viva, é melhor confiar na natureza do que na ciência".
 
Rumos complexos
moça com máscara
Foto: Nina Barnett
Roupa especial para cirurgias complexas
Rumos simples
menina
Foto: Frans Lanting
Curada de leucemia

pela planta pervinca rosea L.


O grande mestre da biologia molecular,

Erwin Chargaff, disse:
 
"Como limite moral da ciência exijo, como mínimo, que não
deturpe a natureza; que não torne o homem desumano.
 Receio, porém, que da maneira que hoje é  praticada,
 a ciência esteja a ponto de obter justamente
esses dois resultados"

PRESERVAR E MANTER


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Os anos 90 representam a década do meio ambiente, não por decisão nossa, mas porque os acontecimentos quase fogem ao nosso controle. A ecologia profunda vê os seres humanos como apenas um fio na teia da vida. Reconhece que estamos todos ligados à natureza e somos dependentes dela. Cada organismo — da diminuta bactéria, passando pela vasta gama de plantas e animais, até chegar aos seres humanos — é um todo integrado e, portanto, um sistema vivo.

Uma ética ecológica profunda faz-se urgente hoje, especialmente na ciência, já que a maior parte daquilo que os cientistas estão fazendo não preserva a natureza, mas a destrói:
 
Físicos criam armas que ameaçam varrer a vida do planeta; químicos contaminam o meio ambiente;
biólogos criam novos e desconhecidos microrganismos
sem medir as conseqüências;
 cientistas torturam animais em nome do progresso científico.
Com todas essas atividades em marcha, é claro como a luz do dia que introduzir padrões éticos na ciência moderna é mais do que urgente. Precisamos estar dispostos a questionar tudo e abandonar a busca cega de crescimento irrestrito. Uma sociedade sustentável é aquela que não reduz as oportunidades das futuras gerações.

A terra é nosso lar comum e criar um mundo sustentável
para nossos filhos e para as futuras gerações
é tarefa de todos nós