Em janeiro, Sua Alteza Real, o Príncipe Charles, patrocinou uma entrevista coletiva da imprensa no Palácio de St. James, para endossar uma nova pesquisa, mostrando um sistema agrícola revolucionário que pode ser a solução para alimentar 800 milhões
de pessoas que estão passando fome nos países subdesenvolvidos.
de pessoas que estão passando fome nos países subdesenvolvidos.
A pesquisa feita pelo Professor Jules Pretty e seus colegas na Universidade de Essex, financiada pelo Departamento de Desenvolvimento Internacional, Greenpeace e Pão Para o Mundo, coletou dados de mais de 200 projetos em 52 países cultivando alimentos em mais de 29,8 milhões de hectares e encontrou resultados surpreendentes.
"Fomos verificar se sitiantes conseguem melhorar a produção de alimentos com tecnologias de baixo custo e investimentos localmente disponíveis; se conseguem fazer isso sem causar danos ambientais adicionais", disse o prof. Pretty. "Descobrimos que, em 4,42 milhões de pequenas lavouras praticando agricultura sustentável em 3,58 milhões de hectares, a produção média de alimentos por domicílio aumentou 73%. Para os 146.000 proprietários em 542.000 hectares - cultivando colheitas como batata e mandioca - o aumento foi de 150% e, em sítios maiores, a produção total aumentou 46%".
"A agricultura sustentável cresceu na última década do domínio de alguns entusiastas para um vasto movimento, abrangendo governos e o setor privado", disse o prof. Pretty. "Ela é barata, usa tecnologia localmente disponível e freqüentemente melhora o meio ambiente. Acima de tudo, ajuda as pessoas que precisam dela - lavradores e suas famílias - que constituem a maioria das pessoas famintas do mundo."
"A agricultura sustentável cresceu na última década do domínio de alguns entusiastas para um vasto movimento, abrangendo governos e o setor privado", disse o prof. Pretty. "Ela é barata, usa tecnologia localmente disponível e freqüentemente melhora o meio ambiente. Acima de tudo, ajuda as pessoas que precisam dela - lavradores e suas famílias - que constituem a maioria das pessoas famintas do mundo."
Uma agricultura mais sustentável precisa fazer o melhor uso de bens e recursos naturais como insumos funcionais. Ela faz isto integrando processos naturais e regenerativos como a rotação de culturas, a fixação de nitrogênio, a regeneração do solo e a introdução de inimigos naturais dos predadores no processo de produção de alimentos. Ela minimiza o uso de pesticidas e fertilizantes que prejudicam o meio ambiente, a saúde dos lavradores e dos consumidores, além de serem caros. A nova técnica, amplamente difundida, é o cultivo sem arar a terra. Na Argentina, um terço das roças nunca vêem um arado.
A agricultura sustentável produz, ao mesmo tempo, alimentos e outros bens para as famílias no campo, melhora sua autoconfiança e faz uso produtivo do capital social — permitindo que as pessoas trabalhem juntas para resolver problemas comuns, como predadores, bacias hidrográficas, irrigação e proteção contra alagamentos, condições da paisagem, gerenciamento florestal e de créditos.

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